O que é?
-Volvo V60 2.0 D4 versão Rdesign
Para que serve?
-Abater kms em AE, e para a lufa lufa diária
Sensação geral?
-Sensual, poderosa e esforçada
Kms teste:
-900
Percursos:
- 70% AE ; 20% EN ; 10% Cidade
Consumo testado:
-6.5L/100
Consumo testado:
-6.5L/100
Bem vindos ao voo V60, sentem-se apertem os cintos...
Esta poderia ser a saudação ouvida sempre que entramos na carrinha do teste, mais à frente já vos digo o porquê!
Damn, a carrinha é bonita, em um ar sólido e esculpido, é a síntese do pragmatismo sueco, com alguma arte italiana à mistura, é engraçado como na Volvo criaram uma linguagem própria, fluida e agradável, daquelas que duram muito tempo no mercado sem precisar de alterações.
A versão Rdesign, tem um ar tuning, mas sem cair no exagero, duas saídas de escape bem generosas, e um tamanho geral que impõe respeito!
É interessante perceber os sorrisos e os olhares mais ou menos invejosos, que ela vai arrancando.
Os interiores são impecáveis ao nível da ergonomia, e o design Volvo é dos mais originais e bonitos do segmento, indo contra o cinzentismo reinante, simplesmente deliciosos.
Um reparo mínimo, a este nível seria de esperar as cortinas nas janelas traseiras, e algumas das dobradiças e parafusos poderiam estar mais escondidos.
Os primeiros momentos de condução são algo atípicos, temos de colocar o chip Volvo, a direção algo lenta e desmultiplicada requer habituação, mas tudo é intuitivo e fácil.
A caixa é leve e precisa, sendo que tal como se pretende neste tipo de carro, o feeling dos comandos é suave e pouco mecanizado, é como se houvesse um filtro entre a condução e a estrada, algo que não me choca neste carro, aliás é saudável!
As jantes de 18'' desta versão não ajudam muito na altura de absorver as irregularidades, mas vamos encarar como feitio e não defeito, somando isto à suspensão um pouco menos branda temos problemas quando circulamos sobre o piso um pouco mais degradado.
O outro lado deste compromisso vem quando temos estradas largas com bom piso, ou uma AE só para nós, e aí vem ao de cima o outro lado desta senhora sofisticada. Há pouco rolamento de carroçaria, e apenas uma obediência cega aos nossos inputs, não é perfeita, mas também não é o que se pretende, digamos que é mais sportier que a V60 normal, mas não é hardcore... É um compromisso.
Para mim o prato forte, e o melhor argumento desta versão a par da estética é o D4... Que motor!
Se fosse um pouco mais fléxivel aponta-lo-ia como referência do segmento, mas aquela preguiça antes das 1500rpm é fatal.
Ultrapassado este gap, o D4 tanto pode ser dócil e progressivo ou um bruto, depende da nossa vontade, mas tudo o que é feito, tem sempre uma banda sonora plena de personalidade, bolas aqueles 5 cilindros...
Quando aplicamos uma patada forte, ele responde com um urro gutural, quando já vamos lançados e puxamos por ele sentimos o assobio do turbo e os cinco cilindros a baterem descompassados, a exemplo do que acontecia no vetusto D5 do primeiro S60/V70.
A progressão em torno das 1500 rpm poderá não ser do agrado de todos, pela brusquidão, mas daí em diante a entrega é forte produzindo velocidade sem esforço aparente.
Como desejo de petrolhead inveterado, poderia ter sido feito um trabalho de escape mais profundo, para explorar ainda mais o ruido do cilindro extra.
Em suma, é uma proposta alinhada com os restantes premium, mas sem dúvida que é a mais original, pelo menos é a que mexe mais com a minha criança interior, não fica a dever muito ao trio alemão, e ainda lhes dá uma pequena lição ao nível da irreverencia.
Faz-me lembrar muito as Alfa 156/159 SW, só lhe falta a Catherine Zeta Jones lá dentro!
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